Chupança-do-cacau
Monalonion bondari

Descrição: O Monalonion bondari, inseto fitófago, é considerado a espécie mais predominante nos cacaueiros da Bahia.
Adulto tem entre 6,5 e 13 mm de comprimento, tem a cor castanho escura, com manchas amareladas nas asas, e partes do corpo avermelhadas, principalmente na região abdominal, a depender das espécies. As ninfas são de cor alaranjada, tendo a região torácica e os dois primeiros segmentos abdominais delimitados por duas faixas avermelhadas que circundam o corpo, faixas que dependem muito do seu estágio de desenvolvimento.
A presença de cacaus novos e brotações tenras favorecem determinantemente as populações da espé- cie com elevados índices de sobrevivência e desenvolvimento, já que são locais de postura e alimentação, sem deixar de levar em consideração os fatores climáticos com temperaturas variáveis em torno dos 10 °C e alta umidade relativa.

Danos: Os monalônios, tanto as ninfas como os adultos, causam enormes prejuízos aos frutos, brotos, hastes e folhas novas do cacaueiro, através da introdução do aparelho bucal picador sugador labial alongado, geralmente tetraqueta (4 estiletes perfurantes), o qual está representado por um rostro, bico ou haustelo, com o qual suga a seiva dos tecidos jovens da planta. No local da picada, injetam toxinas que mais tarde darão origem a tecidos necrosados e lesões de afundamento dos ramos, formando pústulas superficiais que determinam as vulgarmente chamadas "bexigas", sintoma mais coloquialmente conhecido como fruto "bexigado". Geralmente o ataque afeta mais os frutos novos, ainda em pleno desenvolvimento, causando apodrecimento e queda dos mesmos, bem como a deformação dos cacaus maiores e em estado mais avançado de desenvolvimento e, na maioria dos casos, compromete comercialmente a qualidade das amêndoas. Quando os ataques são muito severos, as brotações terminais podem ter seu crescimento paralisado, visto que os cacaueiros desfolham e os brotos e as folhas novas secam, provocando o sintoma mais conhecido vulgarmente como "queima", o que reduz significativamente a produção do cacaueiro, devido à grande perda de área foliar. Outra consequência danosa do ataque do Monalonion é a associação que este tem com a presença e o desenvolvimento de fungos fitopatogênicos nos frutos e ramos da planta.