Erva-moira
Solanum nigrum

Descrição: Dicotiledónea, anual e bianual, raiz desenvolvida. Folha dentada. Germinação primaveril. Floração na Primavera ao Outono.
Forma compostos alelopáticos que inibem a germinação de sementes de alface. Hospedeira de begomoviroses e dos vírus Cucumber mosaic virus – CMV – e Tobacco mosaic virus – TMV –, os quais são transmitidos respectivamente para outras culturas por meio dos afídeos e dos tratos culturais. Abriga tripes das espécies Selenothrips rubrocinctus e Frankliniella schultzei, e ainda ácaros do gênero Brevipalpus. Considerada planta polinífera. Utilizada na medicina popular e os frutos maduros são avidamente procurados pela avifauna, no entanto encerram princípios tóxicos.
Apresenta caule cilíndrico, às vezes canaliculado, verde, ramificado desde a base e apresentando concaulescência de gemas. Folhas alternadas com base estreitada continuando pelo pecíolo, limbo de forma ovalada ou lanceolada, com margens onduladas irregularmente. Inflorescência do tipo umbela e de posição extra-axilar, em função da concaulescência das gemas, ou seja, as gemas originam-se nas axilas das folhas mas coalescem-se com o caule logo abaixo da axila, modificando o ponto de origem. Flores numerosas, todas com os pedúnculos do mesmo tamanho, que saem do ápice do eixo principal, cálice com 5 sépalas soldadas e persistentes no fruto, corola com 5 pétalas brancas soldadas parcialmente, formando um tubo; quando aberta, lembra uma estrela. Androceu com 5 estames, gineceu gamocarpelar com ovário globoso e estigma único. Fruto carnoso do tipo bacoide, roxo-escuro ou negro na maturidade. Pode ser reconhecida em campo pelas flores estreladas de coloração branca e pelas inflorescências umbeliformes, localizadas fora das axilas das folhas, e ainda pela coloração dos frutos. Propaga-se por meio de sementes. 
Planta invasora bastante frequente , infestando lavouras anuais e perenes, pomares, cafezais, jardins e terrenos baldios. É altamente prolífica, produzindo até 178 mil sementes por planta, germinando prontamente após a maturação. Ao serem enterradas profundamente no solo podem permanecer dormentes durante anos. Seus frutinhos são considerados tóxicos. É hospedeira dos nematóides dos gêneros Rotylenchus Meloidogyne.

Ambiente de crescimento: Infestante da beterraba, de numerosas outras culturas herbáceas e culturas arbóreas e terrenos incultos.

Tipo de Danos: De moderado a médio; subtrai espaço e azoto à cultura.